Compartilhe:



Clécio deve trair aliados históricos e caminhar à direita com Josiel Alcolumbre

O prefeito de Macapá, Clécio Luís (Rede), deve anunciar nos próximos dias seu apoio incondicional ao pré-candidato a prefeito Josiel Alcolumbre, irmão do presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM), que disputará a eleição com uma ampla aliança com partidos da direita, centro (DEM, PSDB, PSL, PSC, PP, PSD, PTB) e possivelmente com o apoio do governador Waldez Góes (PDT).

A decisão de Clécio que já era cogitada nos bastidores do poder, foi confirmada por fontes do Palácio Laurindo Banha. O prefeito já teria comunicado sua decisão de uma guinada à direita ao seus antigos aliados que são considerados históricos, principalmente o senador Randolfe Rodrigues (Rede), principal apoiador e articulador das duas vitórias de Clécio nas eleições de 2012 e 2016.

Até 2012, Clécio era apenas um vereador do PSOL, naquele momento político, que fazia oposição ao então prefeito Roberto Góes, na época no PDT e hoje filiado no DEM, onde também irá apoiar Josiel Alcolumbre. A guinada de Clécio estabelece seu novo leque de alianças com setores da direita amapaense e com grupos que até então ele rotulava como representantes do atraso em Macapá.

O caso mais emblemático é que Clécio deve dividir palanque para apoiar Josiel com o ex-prefeito Roberto Góes, que até 2018 foi deputado federal e ficou inelegível após uma condenação por não repassar dinheiro dos empréstimos consignados aos bancos. Vários servidores foram prejudicados na época, algo que foi duramente combatido por Clécio como vereador.

Oito anos depois de eleger pela primeira vez prefeito da capital, ombreado no prestígio nacional e local de Randolfe Rodrigues, que usou sua popularidade e peso político para eleger seu então pupilo do PSOL, levando-o ao segundo turno com o discurso de terceira via e do novo, Clécio anuncia o rompimento com sua trajetória no campo progressista e caminha para a direita, onde deve dividir palanque com partido da base de apoio do governo Bolsonaro.

Clécio se junta no palanque com políticos que em outro momento considerava representantes do atraso em Macapá. Mas sua postura é vista por aliados de primeira hora como a de Judas, que traiu seus amigos e uma causa, onde a principal vítima da traição seria Randolfe, aquele que considerava Clécio até outro dia como companheiro de sonhos e de lutas já que historicamente sempre esteve campo da esquerda, popular ou progressista. A traição também seria ao seu amigo de saraus e poesias, Rubem Bermeguy, pré-candidato da Rede que meses atrás Clécio afirmara ser seu nome.

As pressões de Davi Alcolumbre e a sede de poder com o sonho de ser governador em 2022, a vaidade e a cegueira palaciana fazem Clécio romper com sua base original e caminhar pelo vale da sombra, abraçando até mesmo a extrema direita que defende o fascismo em curso no país e ataca a democracia.

Só o futuro dirá se o caminho sombrio e tortuoso de Clécio lhe dará o poder em 2022, mas o que todos sabem é que o ovo da serpente que está sendo chocado com a ajuda do prefeito, poderá se voltar contra ele, ao sair do mandato no dia 1º de janeiro de 2021.




Deixe seu Comentário

Featured Posts