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Marcivânia entra forte na disputa pelo cargo de prefeita de Santana; 5 nomes são cotados para vice

PCdoB busca formar uma ampla aliança com partidos e lideranças que vão da esquerda (Rede de Randolfe) ao centro (PSD, PMDB e Republicanos).

Por Heverson Castro

Mesmo não tendo declarado oficialmente que é pré-candidata a prefeita, os principais aliados e dirigentes do PCdoB, não escondem a pretensão da principal liderança da centro-esquerda em Santana de disputar o comando do Palácio Vice-Prefeita Roselina Matos pela 3ª vez consecutiva.

A parlamentar federal de Santana, desde a eleição de 2010, vem se consagrando como a mais votada pelo município, quando a disputa é uma vaga na Câmara Federal (2010, 2014, 2018). No entanto, quando a disputa é majoritária para a Prefeitura, Marcivânia vem amargando duas derrotas, sempre batendo na trave nas duas últimas eleições municipais (2012, 2016).

Nos bastidores, dirigentes e militantes do PCdoB, familiares e conselheiros políticos já trabalham a todo vapor em conversas buscando alianças e apoios na base social que simpatiza com Marcivânia, que deve nadar de braçada no voto da centro-esquerda, já que o PT da família Nogueira não deve lançar cabeça de chapa com chances reais de uma composição com o deputado Bala Rocha (PP), indicando Isabel Nogueira na vice.

Pesquisa de consumo

Recentemente uma pesquisa de consumo realizada para sondar o cenário eleitoral, demonstrou que a deputada consegue atrair votos do “petismo”, órfão de um nome consolidado com o impedimento de Nogueira de disputar a PMS, já que possui problemas com a justiça e pode ser barrado pela Lei da Ficha Limpa.

É praticamente um consenso que o nome de Marcivânia entra forte na disputa como um dos favoritos, mas não como uma adversária imbatível, já que os números de bastidores mostram um emaranhado cenário eleitoral que ainda tá aberto para alternativas diante do anseio popular por mudanças e pela renovação na política santanense.

Cenário Aberto

O certo é que entrada de Marcivânia no jogo, embola o cenário no campo fértil da oposição, disputando e dividindo bola com o eleitorado de Bala Rocha, que se consolida como um dos principais nomes na disputa ao receber o apoio do PT da família Nogueira.

A pré-candidatura de Marcivânia não prejudica Bala, mas cria dificuldades para que Nogueira possa transferir votos do petismo para Bala, pois Marcivânia angaria apoios no campo da esquerda, já que possui raízes e relações históricas com o eleitorado do PT. O eleitor de esquerda em Santana é quase metade do eleitorado como vimos na última eleição presidencial.

Ao mesmo tempo em que divide e canaliza apoios dentro do eleitor de esquerda, Marcivânia de acordo com os números, divide apoios em setores que simpatizam com novos nomes (Sergio Guedes, Rai Rosa, Mauricio Medeiros) que surgem como alternativas na centro-esquerda aos projetos familiares e ao atual projeto de poder da família Sadala, que tem o atual prefeito Ofirney Sadala na busca pela reeleição.

O Centro

O mesmo não acontece com Dilson Borges (PMDB) e Rarison Santiago (Republicanos), pois ambos se mantém estável no cenário, disputando a preferência do eleitor de centro-direita e de quem acha que Santana precisa de um prefeito com perfil de gestor ou de algo novo pra Cidade.

Dilson, mesmo com a mudança recente de domicílio pra Santana, vem arregimentando apoios importantes devido à tradição política da família Borges, pois seu irmão Geovane Borges, já foi prefeito de Santana e é bem lembrado. Além disso, o fato de Dilson ser considerado um prefeito que fez muito por Mazagão e mudou a cara da cidade é bem visto por eleitores cansados de experiências trágicas como Ofirney Sadala e Robson Rocha.

O nome de Rarison Santiago, vereador de oposição se mantém estável, mas não cresceu ao ponto de chegar perto da casa dos dois dígitos para pegar penúria e cair nas graças do povo. Pelo menos até o presente momento e se as pesquisas de consumo não estiverem equivocadas.

No entanto, sua liderança como principal protagonista da oposição no parlamento ao governo Sadala é algo que é bem visto pelo grupo de Marcivânia, pois o anseio de um projeto mudancista pra Santana passaria pela construção de uma aliança que pode avançar no nicho do eleitorado jovem, muito forte e decisivo nas eleições de Santana.

Apoios consolidados e alianças ao Centro

Mesmo sabendo que o nome de Marcivânia possui forte densidade eleitoral como já observado nos últimos pleitos municipais, não é descartado pelos analistas políticos de plantão uma terceira derrota, já que não se ganha eleição apenas com nome e por entender que em Santana a disputa é apenas no 1º turno, não tendo chance para um 2º onde novas alianças são feitas como em Macapá.

Diante dos problemas encontrados em outras eleições, o grupo de Marcivânia buscará alianças com lideranças e partidos da centro-direita, já que o ideal seria uma aliança com o PT de Nogueira, consolidando uma forte chapa de esquerda, mas tal sonho é impedido pelas vaidades e compromissos pessoais já feitos visando 2022.

Tal ausência poderá ser preenchida com o apoio gratuito da sua suplente de deputada, professora Zilma (PDT), que deve entrar na disputa como cabo eleitoral e vestir a camisa para tentar eleger Marcivânia, pois vira titular da vaga de deputada federal por Santana com a saída da colega, caso consolide vitória na empreitada pela Prefeitura.

Aliança água e óleo

Zilma atrai votos conservadores, devido a sua relação com setores evangélicos e do centro. Marcivânia também contaria com o apoio do PSD de Lucas Barreto, além do grupo de Ronildo Nobre, que mesmo alinhado ao discurso bolsonarista, possui relações pessoais e é cabo eleitoral da deputada desde 2014.

Aliados ao conservadorismo vem a velha política tradicional da família Rocha (Rosemiro pai e filho Robson), que mesmo com péssimas experiência para Cidade, ainda conseguem reunir apoios que podem ser decisivos na disputa que sempre é apertada em Santana.

Seria uma espécie de aliança ideológica de água e óleo, que não se misturam no mesmo campo nacional, mas entram no mesmo copo quando o assunto é beber na fonte dos interesses pelo poder local.

A dificuldade em consolidar uma forte chapa de esquerda com o PT, fora do arco de aliados, empurra o grupo da deputada em busca de lideranças e uma aliança com Randolfe Rodrigues (Rede), que mesmo sob bombardeio das milícias digitais bolsonaristas, ainda é o senador do Amapá mais bem avaliado pelo povo de Santana. Um apoio que precisa ser conquistado, pois existem mágoas de outros pleitos eleitorais.

A procura de um vice

Pra fechar a tampa, seria necessário no plano político de lançar a pre-candidatura de Marcivânia à PMS, a escolha de um bom nome pra vice, que não foi acertada nos últimos pleitos, sengundo avalia seu staff político.

O nome do vereador Rarison Santiago (Republicanos) estaria entre um dos possíveis para a escolha e o convite já teria sido feito, não sabendo se é pra valer ou apenas uma "cortina de fumaça" para sinalizar aos eleitores jovens e de centro que simpatizam com o jovem vereador.

Mas não é descartado o diálogo com Dilson Borges (PMDB), mesmo tendo autonomia e sendo um forte nome na disputa. Ainda surgem os nome Zé Roberto (Pros) e da vereadora Kátia Lima (PSD), que já se colocou como pleiteante ao cargo.

Caso nenhuma das alternativas vinguem, pois Dilson e Rarison podem manter seus nomes na disputa, a solução é entre os aliados com a possibilidade do nome de Ronildo Nobre entrar na vice.




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