Editorial

Escândalo do Secretário Aloprado: Juarez paga R$ 43 mil para empresa de ex-esposa e fragiliza relação do governo Furlan com aliados da imprensa e meios de comunicação tradicionais

Escândalo do Secretário Aloprado: Juarez paga R$ 43 mil para empresa de ex-esposa e fragiliza relação do governo Furlan com aliados da imprensa e meios de comunicação tradicionais Cras eget sem nec dui volutpat ultrices.

Escândalo do Secretário Aloprado, Juarez Menescal, constrange aliados na mídia que se sentem desprestigiados e expõe fragilidade política e falta de apoio do atual gestor da Secom da PMM, que não contou com a defesa nem mesmo de aliados de primeira hora da gestão Furlan, diante da repercussão negativa na imprensa local. Juarez já enfrentava dificuldades em ter apoio na imprensa tradicional, justamente por não gozar de prestígio entre jornalistas e também enfrentou resistência interna entre aliados.

Do Editor

Batizado de escândalo político do "Secretário Aloprado", a denúncia feita ontem no programa 90 Minutos da rádio Equatorial FM pelo jornalista Heverson Castro, editor do Portal Amapá, foi amplifacada nas últimas horas por outros veículos e pela gritaria das redes sociais. O prefeito Dr. Furlan cumpriu agenda em Brasília e já retornou ao estado do Amapá, mas ainda não se posicionou sobre o escândalo político nas entranhas da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Macapá.

O assunto ganhou ampla repercussão nas redes sociais, portais de notícias e nos programas de rádio na manhã desta sexta-feira, 14. O comentário de jornalistas, blogueiros e comunicadores aliados nos bastidores é que a notícia caiu como uma bomba e também foi vista como uma apunhalada pelas costas, já que muitos pautadores da gestão nas redes sociais, imprensa tradicional e portais, não recebem o mesmo tratamento e até tiveram valores em propaganda cortados pelo atual gestor da Secom Municipal.

Em meio a uma série de denúncias e perda de apoio na imprensa tradicional e até mesmo entre aliados de primeira hora do prefeito Dr. Furlan , o secretário municipal de Comunicação, Juarez Menescal, se tornou suspeito de ter autorizado o pagamento de R$ 43 mil à empresa RS Porto Marketing e Comunicação LTDA por serviços de publicidade realizados no site e no Facebook "Norte360AP". A denúncia foi feita com exclusividade no programa 90 Minutos pelo jornalista Heverson Castro na tarde desta quarta-feira, 13, na rádio Equatorial 94,5 FM.

Além do fato da empresa pertencer a ex-esposa do secretário, o que chama atenção é o fato da Norte360AP ter apenas 37 seguidores e o site tem poucos acessos e o valor pago, R$ 43 mil, ser considerado muito acima do que é cobrado por portais com mais visibilidade. Na prática a empresa recebeu PI por intervênção política do novo secretário em janeiro, já que não há registros de que vinha recebendo pagamentos em 2024, antes da entrada de Juarez na Secom.

A situação gerou constrangimentos até mesmo entre comunicadores, jornalistas e veículos aliados à gestão municipal, que são desprestigiados e alguns tiveram até mesmo a redução dos repasses de mídias, segundo relatos de bastidores, na nova propaganda institucional do mês de fevereiro. Nem mesmo os tradicionais aliados, saíram em defesa da lambança promovida já no primeiro mês de Menescal à frente da Secom, o que lhe rendeu a alcunha de "Secretário Aloprado", justamente por ter aloprado no linguajar popular amapaense, já no seu primeiro mês em pagamento de PI que favorece sua ex-esposa.

Pagamento questionável
A descrição dos serviços indica que o valor é referente à veiculação no site e nas redes sociais da Norte360AP no período de 13 e 31 de janeiro, totalizando 18 dias. O valor do Pedido de Isenção (PI) é de R$ 43.573,38, o que significa que a mídia veiculada por dia custou R$ 2.420,72. Esse valor é considerado muito acima do que é cobrado por portais com mais visibilidade e acesso.

Nepotismo e outras denúncias
Além disso, o secretário é acusado de nepotismo, após ter conseguido a nomeação de sua namorada, Mônica Peixoto Pantoja, e de dois irmãos para cargos comissionados na prefeitura, com altos salários. As nomeações teriam o aval do prefeito Furlan, o que agrava a situação. Há também a denúncia de que Sandy Pantoja, uma das nomeadas, pouco comparece à Secretaria de Comunicação, com outra pessoa exercendo sua função.

Silêncio da prefeitura
Até o momento, nem a prefeitura de Macapá, nem o secretário Juarez Menescal se pronunciaram sobre as acusações. O prefeito Dr. Furlan cumpriu ontem agenda em Brasília e já retornou ao estado do Amapá, mas também não se posicionou sobre o escândalo político na Secretaria de Comunicação da PMM. O assunto ganhou ampla repercussão nas redes sociais, portais de notícias e nos programas de rádio na manhã desta sexta-feira, 14.

Nos bastidores do Palácio Laurindo Banha, o comentário entre membros do 1º escalão e de assessores palacianos é de que a situação de Juarez Menescal na Secom, praticamente se tornou insustentável, pois expõe o uso do poder político para privilegiar apadrinhados, não respeitando os critérios de audiência e de mercado na imprensa, o que pode acarretar em dificuldades para o prefeito Dr. Furlan ter sustentação e governabilidade na opinião pública, já que veículos importantes e da grande mídia tradicional e alternativa, não tiveram o mesmo tratamento e privilégio dado por Juarez à ex-esposa.

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