Suspeitas e apadrinhamento

Secretário de Comunicação da PMM paga R$ 43 mil em propaganda para empresa no nome da ex-esposa

Secretário de Comunicação da PMM paga R$ 43 mil em propaganda para empresa no nome da ex-esposa Cras eget sem nec dui volutpat ultrices.

A página no Facebook possui apenas 37 seguidores e o site tem poucos acessos e o valor pago, R$ 43 mil, é considerado muito acima do que é cobrado por portais com mais visibilidade.

Em meio a uma série de denúncias contra a gestão do prefeito de Macapá, Antônio Furlan, o secretário municipal de Comunicação, Juarez Menescal, é acusado de ter autorizado o pagamento de R$ 43 mil à empresa RS Porto Marketing e Comunicação LTDA por serviços de publicidade realizados no site e no Facebook "Norte360AP".

Além do fato da empresa pertencer a ex-esposa do secretário, o que chama atenção é o fato da Norte360AP ter apenas 37 seguidores e o site tem poucos acessos e o valor pago, R$ 43 mil, ser considerado muito acima do que é cobrado por portais com mais visibilidade.

Pagamento questionável

A descrição dos serviços indica que o valor é referente à veiculação no site e nas redes sociais da Norte360AP no período de 13 e 31 de janeiro, totalizando 18 dias. O valor do Pedido de Isenção (PI) é de R$ 43.573,38, o que significa que a mídia veiculada por dia custou R$ 2.420,72. Esse valor é considerado muito acima do que é cobrado por portais com mais visibilidade e acesso. Outro detalhe é que a página do Facebook foi criada no dia 14 de janeiro, um dia depois do contrato de veiculação.

Nepotismo e outras denúncias

Além disso, o secretário é acusado de nepotismo, após ter conseguido a nomeação de sua namorada, Mônica Peixoto Pantoja, e de dois irmãos para cargos comissionados na prefeitura, com altos salários. As nomeações teriam o aval do prefeito Furlan, o que agrava a situação. Há também a denúncia de que Sandy Pantoja, uma das nomeadas, pouco comparece à Secretaria de Comunicação, com outra pessoa exercendo sua função.

Silêncio da prefeitura

Até o momento, nem a prefeitura de Macapá, nem o secretário Juarez Menescal se pronunciaram sobre as acusações.

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